A direita rebenta-se e divide-se nestas eleições presidenciais de 2021
Algumas conclusões destas eleições, para já:
O PS foi o principal suporte da vitória de Marcelo Rebelo de Sousa.
O eleitorado da Direita dividiu-se e uma parte significativa deslocou-se para a extrema direita.
O centro-direita e a direita sai enfraquecido.
A Esquerda dividida em 3 candidaturas, Ana Gomes, Marisa Matias e João Ferreira, perde as eleições, sendo a principal derrotada nesta esquerda a Marisa Matias que desce de 9,81 para cerca de 4%, noutro contexto é certo, mas mesmo assim muito abaixo da representação, base, natural do Bloco de Esquerda. Marisa fica depois de João Ferreira. Ana Gomes falha a expectativa de uma segunda volta.
Juntos, somam cerca de 21% dos votos.
Vitorino Silva, "o calceteiro de Rans", só, sem aparelho, sem fundos, a quem não queriam as tv´s convidar para os debates, tem um bom resultado, aproximando-se de João Ferreira e Marisa Matias.
O neo-liberalismo nortenho consegue "consolidar" posições.
A extrema-direita consegue arregimentar a extrema-direita que sempre existiu nos partidos de direita, mobilizando-a e dando-lhe alguma expressão orgânica e programática com o racismo, a xenofobia, o autoritarismo e a agressividade contra a democracia, as liberdades e o Estado Social. A direita fica fraturada, Rui Rio, o PSD e o CDS perdem força para a extrema direita.
Espero que a esquerda, à esquerda do PS, porque a do PS suportou o presidente recandidato, entenda os resultados destas eleições e retire daí as suas conclusões.
A unidade e combatividade da esquerda nas batalhas que se aproximam, perante esta pandemia e a crise social que já aí está, e com um governo hesitante em tomar as medidas necessárias, serão a garantia de que as eleições são só uma expressão formal, importante da vida democrática mas a participação cidadã na vida e nas lutas pela democracia serão, sempre as determinantes e decisivas.


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