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A mostrar mensagens de janeiro, 2021

O "Capital" e a imprensa

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Vivemos uma terrível pandemia, que não é o único "inimigo" que temos de combater, há outras pandemias bem mais duradouras.....uma delas pode colocar em causa a própria democracia.....a da desinformação e manipulação. Uma tarefeira da RTP1 tenta criar um facto político na entrevista com a ministra da Saúde. Ajuda Internacional para Portugal. A ministra admitiu a ideia no plano meramente teórico, académico, perante a insistência da tarefeira. Seguidamente toda a outra imprensa faz manchetes de que Portugal vai pedir ajuda internacional. A notícia começa a aparecer em jornais estrangeiros. Já há jornalistas portugueses a verem médicos alemães em hospitais portugueses, outros a verem políticos portugueses em reuniões com Ângela Merkel. Portanto a ajuda internacional está já decidida, pelos jornalistas. O governo não confirma o cenário e repete-o algumas vezes. Mas isso não interessa nada para a narrativa inventada por Fátima Campos Ferreira. Hoje mesmo, na Antena Aberta da Antena...

É criminosa "este tipo" de informação.

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                                                 Uma Informação refém da contra-revolução anti-democrática.   Os abutres da (contra-) informação, cavalgam a pandemia, cavalgam os mortos, cavalgam o nosso direito à informação, cavalgam o nosso direito à tranquilidade, cavalgam o nosso sossego, cavalgam a democracia, cavalgam a legitimidade democrática, cavalgam a Constituição de Abril, cavalgam tudo o que é uma vivência social tranquila, democrática e progressista.   São os interesses económicos, é o monopólio dos grandes grupos económicos, são as estratégias de médio, longo prazo, tendentes a subverter a ordem democrática, nascida com a revolução de Abril, através da manipulação da informação, às vezes grosseira. Por outro lado é o empolamento de dados sensacionalistas, a criação do pânico social. dados falseados, declarações de ministros deturpadas, por...

Leituras políticas de uma eleição-reality-show

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Leituras partidárias (legislativas ou autárquicas) de uma eleição que pouco mais é que um reality show (quantas pessoas conheciam as ideias de cada candidatura?...) são sempre abusivas e deslocadas. Se eleição se prestava a sebastianismos de protesto era esta; não surpreende, pois, que a(s) candidatura(s) eleita(s) pelos media e pelas mesas de café/casino (escolher o que não se aplica) tenha(m) colhido dessa escolha muito benefício - e é bom não esquecer que existiam DUAS candidaturas com essa natureza.   Sem prejuízo disto, fica parcialmente demonstrado o poder de mobilização de grupos mais pequenos e com mensagens que se reduzem, linguisticamente, a slogans: quanto mais pequeno o grupo, mais facilmente se mobiliza; quanto mais simplórias as suas 'soluções' para problemas complexos, quanto mais minimal e ofensiva a linguagem, mais uma parte crescentemente invisível da população vê nelas/es uma 'alternativa'. Também por isso, compreender o significado deste resultado pa...

A direita rebenta-se e divide-se nestas eleições presidenciais de 2021

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  Algumas conclusões destas eleições, para já: O PS foi o principal suporte da vitória de Marcelo Rebelo de Sousa. O eleitorado da Direita dividiu-se e uma parte significativa deslocou-se para a extrema direita. O centro-direita e a direita sai enfraquecido. A Esquerda dividida em 3 candidaturas, Ana Gomes, Marisa Matias e João Ferreira, perde as eleições, sendo a principal derrotada nesta esquerda a Marisa Matias que desce de 9,81 para cerca de 4%, noutro contexto é certo, mas mesmo assim muito abaixo da representação, base, natural do Bloco de Esquerda. Marisa fica depois de João Ferreira. Ana Gomes falha a expectativa de uma segunda volta. Juntos, somam cerca de 21% dos votos. Vitorino Silva, "o calceteiro de Rans", só, sem aparelho, sem fundos, a quem não queriam as tv´s convidar para os debates, tem um bom resultado, aproximando-se de João Ferreira e Marisa Matias. O neo-liberalismo nortenho consegue "consolidar" posições. A extrema-direita consegue arregimenta...

(Des)Educação

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(Des)Educação Todos os indicadores internacionais com evolução do PIB per capita, em termos absolutos ou em paridade de poder de compra, nos dizem que os países mais bem sucedidos foram (e são) aqueles em que a aposta na educação foi a pedra-toque para o aumento das qualificações individuais e colectivas da sociedade - a prazo, esse aumento das qualificações não só teve impactos positivos na produtividade como possibilitou um maior investimento em I&D. Os Países de Leste têm níveis de escolaridade que não são para inglês ver - os estudantes trabalham duro para conseguirem atingir os objectivos; a Irlanda, um dos países mais atrasados da Europa nos anos há 60 anos, está hoje no topo dos indicadores de crescimento do PIB - também aqui, este sucesso deve-se à aposta contínua na educação formal da população. Por cá, depois da reforma do Veiga Simão (e já lá vão quase 60 anos) andamos de reforma em reforma, nenhuma chegando ao fim, num ziguezaguear permanente de aposta sucessivas que m...

Urge agir, já!!!!!, Requisição civil imediata das estruturas privadas de Saúde.

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  ( foto DN/Lusa 16 Janeiro 2021)  ...   Hoje 219 mortos quase 15000 novos contágios. Discute-se o encerramento ou não de escolas. É importante que o façamos, muito bem.   Mas há um drama e uma cobardia/incompetência política que tem de ser denunciada.   Os serviços Covid19 estão em rotura em muitos hospitais. Aumentam-se o número de camas com hospitais de campanha.... E profissionais, médicos, enfermeiros e auxiliares?   Foi negociado com o B.E. no anterior orçamento a contratação de 4000 médicos, por exemplo.... Isso não foi feito, a obsessão do deficit levou a não cumprir o acordado, depois queriam a continuação do apoio aos orçamentos.   Quem assume agora a responsabilidade por tal irresponsabilidade?   Colocar camas e abrir novos espaços não é aumentar a capacidade instalada. É irresponsavelmente enganar o país. ... Urge a requisição civil imediata dos privados na saúde por superior interesse nacional. A custos controlados, que comb...

A revolta dos operários da Marinha Grande

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  Lembrar o heroico 18 de Janeiro de 1934                                         Praça Stephens ocupada – Fotos extraídas do blogue 18janeiro1934.blogspot.pt Às primeiras horas do dia 18 de janeiro de 1934, centenas de operários e trabalhadores da Marinha Grande, sob a coordenação de um núcleo da CIS, a Confederação Inter Sindical, cortaram as estradas de acesso à vila, as linhas telefónicas e o caminho-de-ferro. De seguida, avançaram para o centro e ocuparam os correios, a Câmara Municipal e o posto da GNR, sem depararem com resistência. A insurreição nacional perpetrada a 18 de janeiro de 1934 resulta indiretamente de um longo processo de luta social e sindical pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora, e surge especificamente como movimento nacional de contestação à ofensiva corporativa contra os sindicatos livres, por força do recém-publicado “Estatuto do ...

"Que Fazer?"

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  “Que fazer?”     A vida, a vivência, a espuma dos dias, a vontade de sonhar e construir futuros leva-nos, muitas vezes, à audácia, a novas apostas, a novas formulações, à busca de outras lógicas. Mas cuidado, porque aquilo que aparenta ser novo e de retórica fácil, por vezes é velho, muito velho e até já deu muitos maus resultados…….a retórica fácil nunca foi boa conselheira….. Isto a propósito do pensamento que se expressa numa pergunta, que historicamente ficou emblemática e que nos deve sempre acompanhar, para não perdermos o sentido crítico nem assumirmos as verdades absolutas, dogmáticas como a solução final, há muito encontrada. “Que fazer?” Só uma certeza persiste, a necessidade das lutas, constantes, necessárias, fundamentais para se construírem projectos e futuros……..processos sempre dinâmicos, sempre dialécticos, necessariamente democráticos. Apesar disso…… O engodo, mal disfarçado, do ultra-esquerdismo, não é nada de novo. Há muito morta e...

Porque se dizem os neo-fascistas "anti-sistema"?

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  Porque é que os neo-fascistas se dizem anti-sistema? Porque são contra a corrupção? Não, porque são os maiores corruptos. Porquê são contra o capitalismo? De modo nenhum, são financiados por ele e são o seu cão de guarda contra os trabalhadores. Então porque se dizem anti-sistema? Porque em 25 de Abril de 1974 mudamos de sistema. Criou-se um regime transitório até ao texto constitucional estar aprovado e as eleições legislativas. O único partido anti-sistema foi o CDS, votou contra a Constituição da República Portuguesa. Os neo-fascistas dizem-se anti-sistema porque são contra: A democracia O parlamento e o parlamentarismo As liberdades democráticas A diversidade cultural Os direitos do trabalho, e os direitos sindicais A justiça social O Estado Social Os pobres Os negros, ciganos, judeus, entre outros... As mulheres e os direitos das mulheres A cultura democrática Tudo isto faz parte do SISTEMA DEMOCRÁTICO e por isso eles são contra.... Desde o MIRN, ao Partido do Progresso, do...

Chamava-se Luis… … um sinal da nossa vergonha colectiva……

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  Chamava-se Luis… … …era um sinal da nossa vergonha colectiva……     Cruzei-me com ele muitas vezes   Vinha do liceu, era adolescente, bebia quase tudo o que me rodeava….estávamos em 1975 ou 1976…..   Muitas vezes me cruzava com ele….passo regular, descontraído, olhar vago como que buscando algo….figura simpática…..nada o detinha…… “Um cigarrinho, um cigarrinho”……..pedia-me em jeito de cumplicidade, por mim consentida………..não era exigência, era um humilde pedido……..como que não esperando uma resposta, nem se detinha…….no seu “movimento perpétuo”…..   era vulgar andar por ali, naquela parte da cidade de Lisboa mais verde, liberta do betão e debruçada, longamente, sobre o Tejo…….camisa branca, sempre limpa…….calças de um número ou dois acima, mas sempre muito bem presas com um eficaz cinto…..   Umas vezes falava-nos de coisas, sem saber se o ouvíamos ou não…..gritava algumas urgências……ansiedades, pela forma como se expressava……outr...