Contra os novos "guetos de Varsóvia"

 

                                                                                               (um deportado do nazismo)

Há por aí uns capatazes, uns colonialistas, uns cabos de guerra e exigirem a deportação de alguém.

Incrivel que quando esta gente, passados 47 anos de democracia, e de derrota militar, e nas ruas, da ditadura e do colonialismo, saem do armário, pensam que ainda estão no regime colonial, a fazerem lembrar as deportações nazis para os campos de concentração e o gueto de Varsóvia, para onde eram enviados os indesejáveis, os judeus.

O que significa deportar. Primeiro tem um significado marcante de um regime feudal, ditatorial, repressivo.

Segundo significa:
de·por·ta·ção
nome feminino
1. Condenação a desterro.
2. Degredo.
"deportação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/deporta%C3%A7%C3%A3o
[consultado em 17-02-2021].

Sobre o universo cultural e político dessa gente estamos conversados
Mas já agora era só para dizer que certamente existirão psicólogos, psiquiatras, terapeutas capazes de os poderem ajudar e encarar a realidade de uma democracia. Sobtretudo aos "cabos de guerra" com falta de acção, que se dediquem a ajudar idosos em isolamento, pela pandemia, que não podem sair para fazer compras e se abastecerem das necessidades básicas.

Aproveitem, e nos intervalos da terapia civilizacional de que precisam, façam algo útil e civilizado. Solidariedade social, por exemplo.
O colonialismo já terminou quase há 50 anos e os "heróis" dessa guerra injusta e infame não são bem vistos nem bem vindos numa democracia adulta.
Tal como os heróis nazis nunca foram bem vindos na democracia alemã, embora existam sempre esbirros nostálgicos desses tempos de guerra, porque outros valores não lhes ficaram na formação, e querem fazer voltar essas querras e esses tempos. Na Alemanha a justiça tem resolvido o problema. Outros mais novos por deformação cívica latente.
Como os vamos aturar quando defendem a deportação de alguém e 15 mil energúmenos os seguem?
Configura uma situação de apologia a comportamentos e situações inconstitucionais e próprias de ditaduras e regimes feudais.


(policias dos guetos judeus)
Que fiquem com isto na sua pequena cabecinha, que nós, os e as democratas, os e as republicanas a gente de paz não admiramos nem sentimos nenhum respeito por cabos de guerra que se converteram em assassinos, genocidas, violadores.
Há diferenças entre um militar e um criminoso de delito comum convertido em militar, fardado e medalhado.
Considero uma ofensa aos militares de Abril e aos militrares de uma república democrática que se façam cerimónias de homenagem a assassinos com as chefias militares nacionais, (também diz muitos delas) presentes.
Esses senhores sabem em que regime estamos? Sabem o que foi a ditadura, a guerra coilonial, os crimes dessa guerra de parte a parte, mas neste caso da nossa parte, potencia colonizadora?

Nunca distingui ninguém pela cor da pele, por sexo ou crença religiosa, mas um fascista é um fascista, esteja em que condição estiver.
Homenagiar fascistas diz muito de quem o faz e não existe desculpa de nenhum tipo para essa tentativa de legitimar nacionalmente essa homenagem.


(Prisioneiros deportados em campos de concentração nazis)

Em qualquer país democrático, civilizado seria um escândalo, ainda para mais com a presença do Presidente da República.
Talvez agora os militantes socialistas percebam a asneira que fizeram terem seguido a indicação, oportunista, de voto, dos seus dirigentes, nesse personagem.
Em democracia não há deportação nem degredo, mas pode haver reeducação cívica para quem necessite aprender o que é uma democracia e como se vive em paz.
Numa democracia as forças armadas não homenageiam criminosos de guerra.
Antes preservam a sua cultura de paz e de respeito pelos direitos humanos. Em tempo de paz não se cultiva a violência nem a guerra, coisas que muitos não sabem. Há que lembrá-los, então.
A minha inteira solidariedade a todas as vítimas do racismo de colonialistas, de neo-fascistas e frustrados nostálgicos da ditadura passada, a quem é pedida a pena de deportação ou degredo, figura penal que não existe numa democracia nem numa sociedade de paz que não homenageia criminosos.


(rendição da Alemanha Nazi)

Contra o neo-fascismo, o neo-colonialismo e os criminosos da guerra na ocupação colonial.
Pela democracia, pelos direitos humanos, pela paz.
Viva o 25 de Abril


Francisco Colaço

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