Covid19, diagnóstico de uma “informação”

 




Diagnóstico de uma “informação”.

 

Título no JN de hoje, 11/02/2021, às 09;47 :

“Mortalidade

Frio explica uma em cada quatro mortes no mês de janeiro”

 

Subtítulo não identificável a origem: “As temperaturas baixas potenciam a covid-19. O frio foi responsável por 24% dos óbitos no primeiro mês do ano. No entanto, nem todas as mortes são explicadas pelo novo coronavírus.” Peremptório!

 

Referências iniciais (primeira "manipulação") :

“A covid-19 não explica tudo. Segundo o Instituto Ricardo Jorge (INSA), entre 28 de dezembro e 31 de janeiro registou-se um excesso de mortalidade, 74% mais elevada do que o previsto.”

 

Tira uma conclusão. “A covid não explica tudo”

Mistura essa conclusão, como que para requerer autoridade científica, com a referência ao Instituto Ricardo Jorge. Mas não para validar a conclusão inicial, mas para constatar uma evidência numérica, que só é colocada no fim da página, “…74% mais elevado que o previsto”

Começa por reivindicar dados do Instituto Ricardo Jorge (INSA), mas quando salta para as conclusões seguintes, já é só a opinião de uma médica de saúde pública no departamento de epidemiologia desse instituto dadas a um outro jornal, que não a este directamente:

“Houve 20 mil mortes, 5875 das quais atribuídas à covid, contudo, o frio também tem uma palavra a dizer nas estatísticas. "24% [das mortes] atribuíveis às baixas temperaturas". Ou seja, uma em quatro mortes explica-se com o frio. Quem faz as contas é Ana Paula Rodrigues, médica de saúde pública no departamento de epidemiologia do INSA, em declarações ao "Jornal de Negócios".” Onde está a estatística oficial comprovativa destes dados?

E prossegue com a opinião de uma médica de saúde pública dada a um outro jornal:

Nas datas em causa "cerca de 69% da mortalidade em excesso é potencialmente atribuível à covid-19 e cerca de 24% é atribuível às baixas temperaturas", explica a médica, apoiando-se nas estimativas preliminares que se baseiam no modelo utilizado no Euromomo e que normalmente faz a análise do impacto dos fatores da gripe e das temperaturas na mortalidade. Baseia-se no modelo, com estimativas preliminares, não identifica a causa das mortes, talvez os factores potenciadores.

Com a pandemia, houve uma adaptação para incluir a covid-19 nos dados.

E prossegue:

“Frio e covid-19 estão relacionados, segundo a especialista, e são "dois fatores que não se somam, é pior do que isso, potenciam-se". "Se pensarmos em termos teóricos, o frio tende a agravar vários tipos de doenças. O frio obriga a um maior esforço do organismo para manter a temperatura corporal e doentes com problemas cardíacos e respiratórios ficam mais vulneráveis. Além disso, no curso natural de uma infeção, o frio agrava a situação do doente", explica Ana Paula Rodrigues.

E agora o artigo refere o contraditório do Instituto Ricardo Jorge que desmonta toda a versão opinativa anterior colocado discretamente numa frase:

“Ainda assim, o INSA não tem dados suficientes para perceber qual a proporção de mortes por covid-19 que foram precipitadas pelo frio.”………”Ainda assim”????!!!!!! Porquê?

 

Termina com uma conclusão lógica que nada tem a ver com o título inicial:

“A questão da transmissibilidade também é posta em cima da mesa, já que o frio "potencia" o contágio, obriga as pessoas a estarem em espaços fechados e menos ventilados e, por outro lado, "deixa as mucosas nasais mais permissíveis à infeção e a velocidade a que se deslocam as gotículas também é maior com o frio e baixa humidade".

 

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o último janeiro, em Portugal, foi o quarto janeiro mais frio dos últimos 21 anos, contrariando a estatística, a nível mundial, que aponta o primeiro mês de 2021 como o mais quente, mas ao nível global.

 

Mas o que fica e, aparentemente, com o respaldo científico do Instituto Ricardo Jorge, erradamente, é que “Frio explica uma em cada quatro mortes no mês de janeiro”

 

Assim vamos de informação…..


Como estamos cheios de especulação, e manipulação, agora menos desde que se extinguiram os “Médicos pela Verdade”,...

...como gostaria que nos explicassem tudo muito bem, com dados estatísticos e comprovados científicamente, não esta amalgama de informações e dados opinativos sem suporte estatístico nem científico reconhecido. 

As referências ao Instituto Ricardo Jorge (INSA) são curtas, nada dizem disso, e colocadas inadequadamente.


 Mas o "bicho" anda mesmo por aí....


Cuidem-se e protejam-se…..respeitem as normas sanitárias indicadas pela DGS.


E não, não sou médico de saúde pública, nem epidemiologista, nem trabalho no Instituto Riucardo Jorge. Simplesmento gosto e aprecio boa comunicação.

Francisco Colaço


Comentários

  1. Só sigo as indicações dos epidemiologistas Paulo Portas, Marques Mendes e seus muchachos !!!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Rude Praxis Sed Praxis

Reposicionar a Europa na nova ordem mundial inaugurada hoje

Atenção aos sinais! Estão aí!