"O perigo de contágio"

A direita, o capital e os agentes do neoliberalismo, comentam, meio disfarçando a alegria, de que a taxa de sindicalização é muito baixa em Portugal, que os sindicatos perderam influência, que está sobretudo nas classes etariamente mais velhas e que, portanto, o paraíso para eles é uma questão de tempo, mas isto último não o dizem, embora o pensem. O capitalismo exulta, pois, com este país, onde a maior parte das reformas selvaticamente neo-liberais já foram feitas pelo Bloco Central, com mais ou menos demagogia informativa.


Mas como nada dura eternamente....



(Foto DR)

Eis, quando senão, as classes mais jovens, as mais exploradas, as de maior precariedade, acordam, se mobilizam, encontram alternativas ao tipo de sindicalismo de estrutura que temos e saem para a rua.......recriando as lutas de sempre, com muita democracia e representatividade.






Aí é o escândalo, o medo instala-se entre as hostes neo-liberais, o pânico prolifera, e a sentença está dada, "são extremistas".....aqui até a solidariedade com o governo desta direita bafienta é enternecedora. Logo os seus sequazes nos "média" tratam de completar a campanha com as calúnias habituais nestes casos. Agitação geral nas casernas do capital.....

Afinal parece que temos sindicalismo, que as novas gerações se sindicalizam e mobilizam e que os boys de Chicago, versão lusitana, terão de estar muito mais atentos à redistribuição de renda e à justiça social.

Não falta o toque a unir de todas as hostes, desde filhos a enteados do Bloco Central, com o medo do contágio.......se este processo sai vitorioso será o contágio para outros sectores sociais e laborais igualmente massacrados nas últimas governações, completo eu.

António Costa avisava numa última, arrogante, entrevista, que nos fôssemos habituando, pois seriam 4 anos até terminar o mandato.

E se os profissionais da educação lhe responderem que se vá ele habituando, pois a luta ainda só acaba de começar e se vai estender a outros sectores da sociedade?! E vão estar unidos, com toda a diversidade existente.





Pois as sociedades têm destas coisas, os movimentos sociais são dialécticos......as "massas" vão fazendo experiências até conseguirem vitórias significaticas, sobre este capital depradatório....e seus agentes, sejam eles menos ou mais "fofinhos". Unir toda a gente, denunciar o divisionismo e a "repulsa do novo" é fundamental para levar esta luta à vitória.
Já sobre o tipo de sindicalismo que temos tido até aqui, será objecto de outro artigo para reflexão.

Viva a justa luta dos profissionais da educação.

Todos juntos para a vitória!


Francisco Colaço


(Fotos: António Pedro Santos / LUSA)

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