Apologia da Mudança
"Apologia da mudança."
A mudança de um "líder", só por si, não será uma renovação.
O PCP fê-lo......dir-se-ia "mudança de continuidade"?!?! Mudou algo? Mudou muito?
Um abraço meu à minha querida camarada Catarina Martins pela dura tarefa que desempenhou, umas vezes melhor, outras vezes pior, como a vida e como todos nós, muitas vezes na Mesa Nacional, orgão maximo do BE entre convenções, onde tanto partilhámos em comum, preocupações e propostas, alegrias e tristezas, como é natural.
Era a coordenadora de uma equipa, de uma direcção, de onde emanavam as orientações políticas.
Catarina sai, mas continuará connosco.
Será a sua saída uma renovação na direcção??!!
Mudar "algo" significará uma mudança de postura política, de políticas de forma de actuar, interna e externamente?
Foi Catarina a única responsável pelo tremendo desaire eleitoral das últimas eleições. Até diria que se não fosse ela ainda poderia ser pior.
Mais do que dar resposta, pretendo lançar reflexões, já que o país acompanha esta notícia de hoje da sua saída.
E o Bloco está para o futuro.
Que seria deste país se o Bloco de Esquerda não constituísse a única alternativa que nos resta frente a esta triste realidade partidária nacional?
Mas há que pensar tudo muito bem e mudar o que tem de ser mudado, incluindo o projecto político estratégico e aquilo que temos para oferecer ao país.
Se um líder "cai" a sua equipa não tem condições para continuar ou tem?
Se fosse numa equipa de futebol, sai o treinador, e deixa o seu staff? Só se for numa solução a prazo, transitória.....até novo líder e nova equipa, novo staff, simplificando, claro está.
A aposta no Bloco de Esquerda é a única aposta na única solução popular, socialista para este país. Não existe outra alternativa.
A esquerda socialista não tem outra alternativa.
Mas uma direcção para um projecto nacional desta envergadura e responsabilidade tem de desenvolver ou ter características adequadas a tal desiderato, tolerância de postura, humildade na acção, reconhecimento unânime do seu prestígio, interno e externo e utilidade política manifesta, capacidade de unir em vez de dividir, capacidade de mobilizar com cada vez maior alcance, conhecer o país nas ruas como o conheceu Catarina, capacidade de diálogo e empatia fácil, perceber que o todo é muito mais que a soma das partes e muitos ainda hoje o não percebem, perceber que o Bloco tem de ser um projecto nacional e não de facção, que temos de penetrar por todo o país sem aderentes de primeira linha, segunda e terceira, que o Bloco não é um centro de pesquisa académica mas uma ferramenta para a luta de classes que existiu, existe e existirá por muito que alguns tentem revisionar a narrativa histórica de que a luta de classes acabou.
Estaremos todos, estará uma futura direcção, necessariamente tolerante, diversa, plural e unida capaz de assumir tal desafio?
Quero acreditar que sim, que é possível o Bloco dar um verdadeiro salto qualitativo neste novo ciclo político em que o espaço democrático e socialista ficou abandonado fruto da deriva de António Costa e do PS para o Centro e centro-direita , tanto que nem deixa espaço para o PSD que tem de se encostar à extrema-direita para ter visibilidade política.
Aí está o Bloco para o seu espaço natural, popular, democrático e socialista, aberto, dialogante, dinâmico e com vida renovada a todos os níveis, para as lutas de todos os dias e de toda a gente.
Claro que sim, a alternativa a isto seria o gueto político de onde vieram, o PSR e a UDP, entre outros, o coma sem saída, ninguém vê nisso uma solução.
Agora é diferente, tem de ser diferente, claro que sim, é possível e desejável.
Viva o Bloco de Esquerda!
Somos solução para o país.
Já o demonstrámos, embora numa situação débil, desvirtuada em parte pelo ministro das finanças da Geringonça.
Francisco Colaço
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