SÓ A PAZ NOS TRARÁ FUTURO!!!!
Resposta, minha, dada a alguns fanáticos do belicismo:
"Peço desculpa de dar a minha opinião no meio de tanta gente entendida, ainda que só em propaganda "barata". Quero colocar as questões de uma forma muita clara e prática.
2o. Jamais, em tempo algum, a Rússia abrirá não da Crimeia, território seu até aos anos 50 em que um dirigente do Kremlin, Nikita Khrushchev, decidiu oferecê-la á república soviética da Ucrânia e onde tem uma das mais importantes bases navais da Marinha russa e de população maioritariamente russa.
3o. O Donbass tem população que para o "Ocidente/NATO" e para o Pentágono não conta nada nem interessa para nada os seus direitos. Aí vai, também uma concepção de democracia. Ora o cerne da questão está aí. População fustigada militarmente desde 2014, por ser maioritariamente de origem russa e querer ter autonomia, reconhecida pelos acordos de Minsk que não foram respeitados. O Donbass deverá ser considerado como território a auspiciar e chegar à sua independência, tal como aconteceu com o Kosovo da Sérvia.
4o. Só estas soluções poderão fazer caminho para a paz. Não entendo os "campeões dos direitos" no Ocidente, mas que impõem a censura como faz Putin não respeitarem, nem se lembrarem dos direitos legítimos do povo do Donbass.....inadmissível meus senhores, então só uns e que têm direitos? A darem cobertura as políticas de limpeza étnica das autoridades ucranianas contra as populações de origem russas?
Percebi-vos perfeitamente o vosso funcionamento mental da mesma forma que acontece do outro lado, aceitação e obediência acrítica da estratégia ocidental e do Pentágono, com censura já imposta. Não, não são muito diferentes dos adeptos de Putin, do ponto de vista da situação do conflito/invasão, neste momento.
Diria mesmo que a irracionalidade e estruturas mentais estarão ao mesmo nível, assim como incapacidade de análise global e conjuntural.
Como não existe solução militar viável, embora, sim, muitos negócios para armas, só aqueles pontos negociados ou impostos pela comunidade internacional poderão levar aos caminhos da paz.
Não ao expansionismo de Putin, está claro, nem ao de Zelenski, obviamente.
Crimeia russa, que nunca teve nada a ver com a Ucrânia até aos anos 50 do século passado.
Nem a sua população tem maioritariamente nada a ver com a Ucrânia, e o Donbass independente com processo a ser supervisionado e acompanhado pela comunidade internacional. A exemplo do Kosovo. E fica arrumada a questão.
Claro que existirão outras questões estruturais a serem negociadas, e lembrando o alerta de Mário Soares de há umas décadas a Ucrania deverá ficar fora da NATO. E a Nato deverá abandonar a Europa.
Só assim poderemos racional e inteligentemente defender o fim deste conflito e a paz, se quisermos evitar uma tragédia em que ninguém ficará a ganhar e todos ficarão a perder.
A Europa deve saber, que não o tem feito, defender os seus interesses, independentes das estratégias do Pentágono, cujo alcance é enfraquecer a Rússia para o objectivo final de confronto militar com a China.
Não o fazem por menos ....estão na banca rota, mas ninguém o quer assumir pelos impactos financeiros mundiais. Por isso os BRICs vão ter uma moeda própria e parte das transações mundiais já não são em dollars.
Preparemo-nos, pois, para impor a paz, e a ONU e o seu secretário-geral deveria saber qual o seu papel nisso, mas parece que anda com medo dos pântanos de novo, ou preparemo-nos para nova tragédia mundial.
Eu, por mim, não contribuirei para essa/esta nova guerra, fica, desde já, manifestada a minha opção pela paz, anti-guerra.
Se me quiserem deter por isso, estejam à vontade, Putin faz o mesmo, já não será original."
Francisco Colaço
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