E agora, que fazer?
Que fazer?
A burguesia, classe que em tempos teve o seu papel revolucionário, agora vive em redondilha, no seu sistema esgotado, viciado e viciante, mas perante o perigo da renovação civilizacional e progressista, joga em vários cavalos do status-quo, consoante as várias nuances do "poli-bom" ou do "poli-mau" (gosto mais da expressão em castelhano). Joga nos "cavalos do centro" versão A e versão B, e nos do extremo, à direita....também nas duas versões, para alguma juventude, alguns perdidos, saudosistas e lumpens. A versão mais troglodita, e a versão mais punhos de renda. O programa económico é o mesmo, a destruição do Estado Social e desestruturação social e neo-liberalismo económico. Com tudo privatizado e o Estado mínimo em funções de defesa, repressão interna e salvaguarda para alguma débacle económico, para financiar as empresas e bancos como fez em 2008.
Por isso deixem-se de partidarites clubísticas de cariz identitário, na política, e atentem ao que verdadeiramente importa. As políticas e o projeto civilizacional. Que mundo queremos?
Faltam alternativas claras e desde a base? Sim faltam, é verdade...há por aí muitos quintais a alimentar muitos projetos pessoais, disfarçadamente.
Construir coletivos de intervenção cívica e democrática por todo o lado que depois possam vir a configurar uma verdadeira alternativa social, económica e política parece-me um bom caminho. Ninguém melhor que nós próprios para nos representarmos a nós mesmos. Doutoramentos, mestrados e carreirismos é na porta ao lado, e grupinhos da adolescência também.
O futuro depende da nossa capacidade de intervenção cívica, junto dos vizinhos, colegas de trabalho, colegas de escola, colegas de faculdade, até amigos e amigas de outros países.. a globalização também é solidariedade internacional dos democratas e progressistas.
Debater temas, analisar problemas, ouvirmo-nos uns aos outros cada um com os seus assuntos e entreajudarmo-nos, sermos solidários.
Paz, tranquilidade, crescimento, alegria, solidariedade, e intervenção cívica progressista será o desafio para os próximos tempos. Defender as liberdades e a democracia política, económica e social terá de contar connosco.
Estaremos à altura?
É o que veremos nos próximos ciclos.
Desde já aviso que se antevê um combate duro pela democracia, liberdades democráticas e Estado Social.
Mas nós sempre seremos mais, sempre seremos muitos mais.
E não desistiremos.
21/11/2025
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