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A volta dos imperialismos avulsos.

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  Findo o equilíbrio do terror da chamada guerra fria, em que a Europa estava " salvaguardada", relativamente, pois não esqueço a Hungria em 1956 e a Primavera de Praga, em 1968 nem a tolerância com as ditaduras ibéricas, deixa de haver essa salvaguarda actualmente. O capitalismo mundial, dominado pelo império, EUA, deixou algumas coisas serem feitas na Europa, governos da social-democracia em alguns países, fortes movimentos sindicais, existência de Partidos Comunistas, que saíram reforçados na sequência da derrota do nazismo, algumas formas de Estado-Social, de molde a fazer alguma guerra de propaganda ao "bolchevismo igualitário" dito socialista que supostamente existia a leste. Mas esse tempo acabou. A guerra da Jugoslávia foi de certa forma, sinal dessa viragem. Uma coisa era certa, a leste, a colectivização dos meios de produção. E a não penetração do capitalismo mundial nesses países nem nas suas riquezas. Outra coisa era a organização cívica e política, inte...

Hidrogênio: o capitalismo contra o avanço tecnológico

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"  Hidrogênio: o capitalismo contra o avanço tecnológico No começo da indústria dos carros elétricos existiu uma “batalha” por parte das empresas petrolíferas para se menosprezarem os carros elétricos, pois o capital das petrolíferas poderia estar em risco.  Com o tempo, empresas focadas na exploração de lítio, na produção de baterias e carros elétricos, foram-se estabelecendo, criando raízes cada vez mais profundas na sociedade capitalista atual, com a ajuda da publicidade, em torno do facto de os carros elétricos não produzirem CO2, sendo, assim, um modo de transporte amigo do ambiente. Esta publicidade permitiu que os problemas ambientais causados pela exploração de lítio, que torna todos os terrenos em torno da exploração inabitáveis para as plantas e animais, contaminando os solos e as águas, pondo em risco os recursos das gerações futuras, fossem colocados em segundo plano, assim como o facto de as baterias terem um limite de vida, e do facto de só 5% das mesmas serem re...

Independência de cargos directivos da administração pública da actividade partidária directa e pública

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  Ontem, última Assembleia Municipal do Cartaxo do mandato 2017/21 tive a seguinte iniciativa em nome da clareza e da ética e moral, republicanas, que queria partilhar convosco. Preocupado com alguma "promiscuidade" que possa vir a existir entre instituições oficiais, cargos de direcção do Estado Republicano e Democratico, funções técnicas e administrativas e as filiações, actividades partidárias activas, achei por bem propor esta recomendação ao executivo para aclarar aquilo que entendo deve presidir ao funcionamento de direcções técnicas e administrativas do Estado. A máxima independências das funções activas partidárias, da administração pública foi a preocupação. Preocupação que foi entendida pela Assembleia Municipal tendo sido aprovada por maioria e de todas as bancadas. Da net, Correio do Ribatejo "Recomendação sobre independência dos serviços públicos   Decorre dos ideais republicanos a separação entre Igreja e Estado, no sentido de desdogmatizar o órgão demo...

Soberania e futuro.........onde???!!!

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As empresas nacionalizadas em certa altura foram um desafio para os agentes da recuperação capitalista da economia portuguesa PS-PSD/CDS. Que fazer, terão pensado? Nacionalizada no dia 10 de Julho de 1975.............. Transformaram o IPE-Investimentos e Participações do Estado, onde estavam as participadas como a COVINA, em Instituto com uma estratégia, que com base nas nacionalizadas, era promover, apoiar e favorecer o surgimento de concorrência privada, menos na produção de vidro em chapa. Compraram-se umas empresas privadas com os capitais públicos, sem entender bem qual a estratégia; o sector transformador da COVINA perdia mercado para as concorrentes que se iam apoiando, até que se começam a encerrar os sectores de transformações e a despedir gente. Depois da destruição desse sector entrega-se esta estratégica empresa, que tinha tido um Investimento de 12 milhões de contos num forno Float novo ao monopólio Saint Gobain, que detinha já 20% do capital da empresa e que não tinha sid...

Obrigado, Otelo Saraiva de Carvalho.........

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  Os derrotados no dia 25 de Abril de 1974 não foram só governantes e agentes da PIDE. Algumas "elites" de nascimento e de bolsa aguentaram silenciosos a derrota. Tinham o regime refém dos seus caprichos e dos seus rebentos e isso acabou. A democracia não lhes corre de feição, afinal os filhos estudam na mesma faculdade que os filhos dos seus empregados. Há concorrência com os seus rebentos, que quase sempre perdem num "confronto" leal, em sociedade. Afinal estão habituados a viver em bolhas sociais e o embate com a realidade não é o seu forte, até porque de inteligência emocional estão carentes. Por isso a morte do libertador da nação lhes permite descarregar as frustrações e as revoltas. Não, a verdadeira revolta é por ter planeado e coordenado o dia de operações, 25 de Abril...... e ter acabado o feudo. Os melhores das Forças Armadas Portuguesas deixaram cair a ditadura e rebelaram-se contra ela. Crime grave para estes parasitas, tão grave que ainda hoje os seus ...