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"Democracia"? Só quando lhes serve......

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  Não, a mentira e o "fake-news" não é só utilizado pela extrema-direita e pelos fascistas. Não esquecer que o estalinismo e neo-estalinismo (ex-maoísmo) fez da mentira e da calúnia a sua arma persecutória de combate e perseguição política a quem pensasse diferente. "Democracia"? Só quando os serve. Ainda nos dias de hoje o utilizam e tal acontece. Mas estão perdidos no ódio ao diferente e numa dinâmica destruidora e suicidária, sem propposta e sem futuro a não ser o espírito de seita e o gueto. Era só, por agora.... Francisco Colaço

A História não se faz de equívocos, mas de proposta.

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  Os equívocos do radicalismo sem consistência   O radicalismo sectário como forma de afirmação, de diferenciação, de luta por lugares, é um esforço inútil.  Porque não afirma, não diferencia, não conquistas lugares. Porquê? O facto de exagerado ruido e radicalidade extremista com os “sound bytes” afastar a audiência faz com que seja todo o esforço inútil.  Sem estabelecer comunicação, sem estabelecer uma audiência, nenhum efeito político consegue os seus objectivos, para além do ruído e da comunicação para o interior. Sai um efeito de enquistamento, de guetização, de “marginalidade”. As fases políticas podem ser estabelecidas em agit-prop, unicamente agitação ou propaganda ou de construção, com mobilização, de soluções, de proposta, de resposta. Naturalmente que dependerá do contexto político geral ou social/político. Certa vez um dos dirigentes do Bloco de Esquerda questionado sobre o papel do Bloco na sociedade portuguesa, sobre se era um “partido revo...

Homofobia e Estereótipos nos Serviços Públicos

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Vem de longe a noção que nos diz que todo o homossexual é promíscuo e, como tal, deve ficar em isolamento profilático até prova em contrário - como se o heterossexual não fosse promíscuo ou, alternativamente, como se o ser humano fosse monógamo e só uns quantos “anormais” - todos homossexuais e apenas estes - fossem polígamos.   Também a associação, abusiva a todos os níveis, que existe entre a homossexualidade e a pedofilia é um factor constante nos noticiários. Quem não se lembra da sistemática sequência noticiosa nos telejornais entre o escândalo da Casa Pia e uma qualquer notícia sobre homossexualidade?   À força de insistência, vão-se reforçando os estereótipos em torno destas questões. Conheço heterossexuais promíscuos, assim como conheço homossexuais monógamos; e conheço casos inversos. Se no caso das notícias a coisa é grave, porque contribui para a desinformação e para o espalhar de noções erróneas sobre os comportamentos humanos - falhando assim na sua obrigação deon...

Crise e Mutações do Trabalho no Declínio do Modelo Social Europeu

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Desde a década de oitenta do século XX que o Trabalho tem vindo a sofrer uma enorme ofensiva por parte do Capital. As sociedades industriais transmutaram-se em sociedades pós-industriais através da rápida substituição da produção de bens em produção de dinheiro. A globalização e o processo de deslocalização da produção para países em vias de desenvolvimento, sobretudo da Ásia, não mais visou que o aumento da acumulação capitalista através da apropriação da mais-valia , reduzindo acentuadamente a componente Trabalho no sistema de redistribuição da riqueza. Não que o processo de deslocalização ocorrido durante este período tenha sido o primeiro a verificar-se no história. O que foi diferente foi a amplitude e o ritmo com que o mesmo se processou. Verificou-se a concomitância de três factores para a mutação das sociedades industrializadas:   A crescente e acentuada deslocalização da produção; A desregulação da relação social do trabalho, precarizando-o e fragmentando-o; A desregula...

Saúde sexual e reprodutiva - Só para mulheres!

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Por razões profissionais, tive acesso integral ao questionário do Inquérito Nacional de Saúde, encomendado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e posto em campo pelo Instituto Nacional de Estatística, e que decorreu entre Setembro e Dezembro de 2019. Tendo algumas luzes sobre como fazer e como não fazer um inquérito, fiquei siderado com a forma como este foi concebido… Já sei que me vão dizer que esta formulação deriva dos formulários europeus naquilo a que se chama “indicadores europeus comuns” e, assim, não há como lhes escapar. A desculpa, à partida, é frouxa, porque se as ilustríssimas instituições europeias querem desconhecer a realidade da saúde é lamentável… que as instituições portuguesas sigam tão mau exemplo é simplesmente criminoso. Pior ainda quando a formulação de algumas perguntas (por exemplo, nas questões da alimentação) misturam alimentos de natureza diferente e com reflexos muito diferenciados na saúde humana - por exemplo, sabe-se que o consumo de carne...