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O "Capital" e a imprensa

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Vivemos uma terrível pandemia, que não é o único "inimigo" que temos de combater, há outras pandemias bem mais duradouras.....uma delas pode colocar em causa a própria democracia.....a da desinformação e manipulação. Uma tarefeira da RTP1 tenta criar um facto político na entrevista com a ministra da Saúde. Ajuda Internacional para Portugal. A ministra admitiu a ideia no plano meramente teórico, académico, perante a insistência da tarefeira. Seguidamente toda a outra imprensa faz manchetes de que Portugal vai pedir ajuda internacional. A notícia começa a aparecer em jornais estrangeiros. Já há jornalistas portugueses a verem médicos alemães em hospitais portugueses, outros a verem políticos portugueses em reuniões com Ângela Merkel. Portanto a ajuda internacional está já decidida, pelos jornalistas. O governo não confirma o cenário e repete-o algumas vezes. Mas isso não interessa nada para a narrativa inventada por Fátima Campos Ferreira. Hoje mesmo, na Antena Aberta da Antena...

É criminosa "este tipo" de informação.

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                                                 Uma Informação refém da contra-revolução anti-democrática.   Os abutres da (contra-) informação, cavalgam a pandemia, cavalgam os mortos, cavalgam o nosso direito à informação, cavalgam o nosso direito à tranquilidade, cavalgam o nosso sossego, cavalgam a democracia, cavalgam a legitimidade democrática, cavalgam a Constituição de Abril, cavalgam tudo o que é uma vivência social tranquila, democrática e progressista.   São os interesses económicos, é o monopólio dos grandes grupos económicos, são as estratégias de médio, longo prazo, tendentes a subverter a ordem democrática, nascida com a revolução de Abril, através da manipulação da informação, às vezes grosseira. Por outro lado é o empolamento de dados sensacionalistas, a criação do pânico social. dados falseados, declarações de ministros deturpadas, por...

Leituras políticas de uma eleição-reality-show

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Leituras partidárias (legislativas ou autárquicas) de uma eleição que pouco mais é que um reality show (quantas pessoas conheciam as ideias de cada candidatura?...) são sempre abusivas e deslocadas. Se eleição se prestava a sebastianismos de protesto era esta; não surpreende, pois, que a(s) candidatura(s) eleita(s) pelos media e pelas mesas de café/casino (escolher o que não se aplica) tenha(m) colhido dessa escolha muito benefício - e é bom não esquecer que existiam DUAS candidaturas com essa natureza.   Sem prejuízo disto, fica parcialmente demonstrado o poder de mobilização de grupos mais pequenos e com mensagens que se reduzem, linguisticamente, a slogans: quanto mais pequeno o grupo, mais facilmente se mobiliza; quanto mais simplórias as suas 'soluções' para problemas complexos, quanto mais minimal e ofensiva a linguagem, mais uma parte crescentemente invisível da população vê nelas/es uma 'alternativa'. Também por isso, compreender o significado deste resultado pa...

A direita rebenta-se e divide-se nestas eleições presidenciais de 2021

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  Algumas conclusões destas eleições, para já: O PS foi o principal suporte da vitória de Marcelo Rebelo de Sousa. O eleitorado da Direita dividiu-se e uma parte significativa deslocou-se para a extrema direita. O centro-direita e a direita sai enfraquecido. A Esquerda dividida em 3 candidaturas, Ana Gomes, Marisa Matias e João Ferreira, perde as eleições, sendo a principal derrotada nesta esquerda a Marisa Matias que desce de 9,81 para cerca de 4%, noutro contexto é certo, mas mesmo assim muito abaixo da representação, base, natural do Bloco de Esquerda. Marisa fica depois de João Ferreira. Ana Gomes falha a expectativa de uma segunda volta. Juntos, somam cerca de 21% dos votos. Vitorino Silva, "o calceteiro de Rans", só, sem aparelho, sem fundos, a quem não queriam as tv´s convidar para os debates, tem um bom resultado, aproximando-se de João Ferreira e Marisa Matias. O neo-liberalismo nortenho consegue "consolidar" posições. A extrema-direita consegue arregimenta...

(Des)Educação

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(Des)Educação Todos os indicadores internacionais com evolução do PIB per capita, em termos absolutos ou em paridade de poder de compra, nos dizem que os países mais bem sucedidos foram (e são) aqueles em que a aposta na educação foi a pedra-toque para o aumento das qualificações individuais e colectivas da sociedade - a prazo, esse aumento das qualificações não só teve impactos positivos na produtividade como possibilitou um maior investimento em I&D. Os Países de Leste têm níveis de escolaridade que não são para inglês ver - os estudantes trabalham duro para conseguirem atingir os objectivos; a Irlanda, um dos países mais atrasados da Europa nos anos há 60 anos, está hoje no topo dos indicadores de crescimento do PIB - também aqui, este sucesso deve-se à aposta contínua na educação formal da população. Por cá, depois da reforma do Veiga Simão (e já lá vão quase 60 anos) andamos de reforma em reforma, nenhuma chegando ao fim, num ziguezaguear permanente de aposta sucessivas que m...